Cichlid

Conforme estudos, a aproximadamente 5.000 anos formaram-se cinco novas espécies de cichlid (um peixe) a partir da população original de cichlids, no lago Nagubago. O teste para especiação deu-se em virtude da morfologia e ausência de intercruzamento natural (Mayr, E., 1970. Populations, Species, and Evolution, Massachusetts, Harvard University Press. pg. 348).

Observando este fato de forma isolada e resumida, parece, para muitos, uma prova incontestável de evolução, porém veremos que se trata apenas de uma evidência duvidosa diante dos seguintes fatos:

Acredita-se que o Lago Nagubago, situado na África, formou-se a aproximadamente 4 ou 5 mil anos, isolando-se do Lago Victoria (o segundo maior lago de água doce do mundo). O lago Victoria, descoberto pela civilização moderna apenas em 1858, possui em torno de 300 espécies de cichlid em seu redor (este peixe não nada em meio ao lago, fica nas margens, por isto pode-se dizer que as populações de cichlid são isoladas pelas distâncias), havendo uma grande variedade fenotípica de cichlids, algumas destas espécies têm muita semelhança genética com as espécies do Lago Nagubago. O cichlid é um peixe ornamental criado em aquários em todo o mundo e já são conhecidas mais de 1500 espécies! Parece que o surgimento de variações de cichlid é bem comum. Muitos evolucionistas (nem todos) vêem nesta enorme quantidade de espécies de cichlid uma prova de evolução, porém esquecem-se ou não percebem que todas estas espécies ainda são chamadas de cichlid pela óbvia razão de que, apesar das muitas variações, são todas basicamente o mesmo peixe, não houve mudanças onde, de uma espécie com características genéricas, surgiu uma espécie com novas características específicas (houve apenas evolução horizontal ou microevolução). A especiação dependeu mais da polêmica definição do que vem a ser espécie do que de variações significativas no organismo, sendo que atualmente, para se dizer que surgiu uma nova espécie, basta que a nova população não cruze mais com a população original, ou seja, não é acrescentado nada de novo nos organismos dos indivíduos da nova espécie. Apesar do cichlid mostrar uma incrível capacidade de variabilidade e ser criado em aquários de todo o mundo, havendo espécies vegetarianas e carnívoras, ele continua sendo sempre algo que só pode ser chamado de cichlid, não há diferenças taxonômicas altas (como ocorre, por exemplo, entre carnívoros e herbívoros), nunca apareceu qualquer indício do surgimento de órgão ou característica que apresente algo verdadeiramente novo, apenas variações de características já existentes. A teoria evolucionista afirma que os anfíbios surgiram dos peixes e os répteis descendem dos anfíbios, estas afirmações dependem de mudanças significativas em populações (evolução vertical), porém, para provar que existe evolução, recorre-se a tímidas variações nas cores, aparência da boca (particularmente para o caso do cichlid) que são reconhecidas como evolução horizontal (microevolução) e das definições liberais do que vem a ser espécie, que em outras definições podem ser chamadas de subespécie, raça, neoespécie, espécie incipiente, espécie irmã, etc.
O teste de especiação do cichlid está em morfologia e ausência de intercruzamento natural, estes foram os critérios para se determinar a especiação, no entanto, este é apenas um critério, e muito discutível. No caso do cichlid, segundo o renomado evolucionista Ernst Mayer, sua origem é monofilética, surgindo a variedade a partir de populações alopátricas. No lago Nagubago este isolamento se deu a mais de 4.000 anos, o que, segundo os conceitos mais usuais da teoria evolucionista, é suficiente apenas para surgir novas raças ou subespécies, mas, devido a ausência de intercruzamento natural nomeou-se estas 5 variedades como sendo espécies (atualmente é bem aceita a definição moderna em que praticamente se despreza as semelhanças ou diferenças morfológicas, tais como variações de cores, e dá grande enfoque ao cruzamento natural), no entanto, muitas destas espécies passam a ser chamadas espécies irmãs (sibling species), pois são geneticamente muito parecidas e o cruzamento não se dá devido fatores ambientais que favorecem uma ou outra espécie, pois mesmo quando há migração, os indivíduos da população local dão preferência aos indivíduos nativos de sua população, pois os migrantes normalmente são menos adaptados ao ambiente para onde migrou (observe que no Lago Victoria e Nagubago há diversidades de ambientes, alimentos e predadores), isto pode ser verificado pelo fato de muitas espécies que não cruzam na natureza, cruzarem-se em cativeiro ou laboratório. Com a liberal definição de espécie, há mais de 6.000 espécies de mosca de frutas (Drosofhila) apenas no Havaí, muitas são fisiologicamente idênticas, mas não se cruzam na natureza, apesar de cruzarem-se normalmente em laboratório, gerando descendentes férteis, onde o ambiente não é mais favorável ou conhecido mais por uma espécie que por outra (Mayr, E., 1970. Populations, Species, and Evolution, Massachusetts, Harvard University Press. pg. 348). Diante destes fatos, podemos até dizer que houve o surgimento de novas espécies, mas como estas novas espécies nunca apresentam acréscimo de significativas mudanças taxonômicas (havendo quase que apenas falta de intercruzamento com a espécie original), ocorrendo apenas evolução horizontal (que na verdade não se trata de evolução como proposto pela teoria sintética, embora seja chamada de "microevolução"), afirmar que houve uma prova do processo evolutivo, como é normalmente apresentado, se torna apelativo, principalmente pelo fato de que não há evidências de que um conjunto de microevoluções apontam para um determinado destino de forma que gere uma macroevolução.