ANTROPOARTE

As pinturas e esculturas que procuram reconstituir a imagem dos ancestrais do homem são baseadas mais em concepções artísticas do que em provas. Existem artistas com conhecimentos de história natural que são considerados capazes de recompor um hominídeo a partir de um osso fóssil, aplicando-se conhecimentos de anatomia, estes artistas se baseiam em ranhuras e marcas nos ossos que indicam ligações e comprimento de músculos, seguindo estas indicações são feitas réplicas em barro dos músculos, aplicam-se estas réplicas sobre uma cópia em plástico dos ossos originais, os vazios entre os músculos, onde supostamente havia gordura é preenchido também com barro e por fim tudo é revestido com mais uma camada de barro, que representa a pele, mas os ossos nada podem revelar sobre as partes carnudas do nariz, orelhas, lábios etc.

O Professor A. E. Hooton, da Universidade de Havard, disse: "As diversas reconstruções do homem de Piltdown feitas por Smith-Woodward, Keith e outros peritos, diferem muito entre si. Tentar restaurar as partes moles é mesmo uma tarefa muito arriscada. Os lábios, os olhos, as orelhas e a protuberância nasal não apresentam nenhuma pista que ajude a determinar a forma esqueletal básica. Alguém pode, com a mesma facilidade, modelar sobre o crânio de Neanderthal o contorno de um chimpanzé ou as feições de um filósofo. As alegadas restaurações de primitivos tipos de homens têm pouco valor científico, se é que tem algum; no entanto, têm a capacidade de enganar o público".